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História
O Início
O Voleibol foi criado em 1895 por William C. Morgan,
director de Educação Física no Colégio de Holioke, Massachussets, nos Estados
Unidos da América, e ao qual chamou primeiramente Mintonette.
O basquetebol era o jogo da moda de então, mas era muito enérgico e cansativo
para homens de idade. Morgan baseou-se num popular jogo alemão, «Faustball»,
para idealizar um jogo menos fatigante que o basquetebol para os associados
mais velhos da ACM. Colocou uma rede semelhante à de ténis a uma altura de
1,83 cm, que dividia o campo de jogo a meio, e sobre a qual uma câmara de uma
bola de basquetebol era batida.
As regras iniciais pouco tinham com as de agora, sendo de realçar que o
número de toques de uma equipa era ilimitado e um jogador podia tocar duas
vezes seguidas.
Depois de ter encontrado uma bola para este tipo de jogo, já que as primeiras
eram muito pesadas, teve lugar em 1896 a primeira demonstração pública no
Colégio de Springfield, durante uma conferência de directores de Educação
Física do Young Man Christian Association, pois até então os jogos eram
apenas jogados no ginásio onde Morgan era director.
Foram apresentadas duas equipas formadas por 5 jogadores, num campo de 15,35
metros de comprimento por 7,62 de largura e com a rede colocada a uma altura
de 1,98 m.
Todos ficaram entusiasmados e, durante a exibição, Alfred T. Halstead sugeriu
o nome de Volley-Ball que na sua opinião parecia mais adaptado ao
jogo, que Morgan aceitou.
Em Portugal
Foi durante a primeira Grande Guerra, quando as tropas americanas
estiveram estacionadas nos Açores, que o voleibol foi introduzido em
Portugal. António Cavaco foi o motor de divulgação da modalidade
quando veio cursar engenharia no IST em Lisboa.
Em 1938 é criada a Associação de Voleibol de Lisboa e em 1942 fundava-se a do
Porto. A Federação Portuguesa de Voleibol nasce depois em 1947 e seria uma dos
14 países fundadores da FIVB.
Apesar de haver algumas competições a nível regional o Campeonato Nacional só
se começou a disputar na época de 1946/47 com o Técnico a ser o primeiro
campeão nacional. O campeonato feminino só começou em 1959/60 e aí foi a equipa
do Espinho a vencedora.
As Primeiras Regras
O jogo era constituído por nove «innings». Um «inning» consistia na
execução de três serviços por jogador em cada equipa e uma equipa só marcava
ponto quando tinha o serviço. O número de jogadores por equipa era variável.
Os jogadores podiam tocar na bola duas vezes consecutivas e o número de
toques seguidos da bola por uma equipa era ilimitado. Se a bola tocasse num
objecto estranho ao jogo (parede, tecto, etc) o jogo podia continuar desde
que a bola voltasse para o campo de jogo.
Tal como hoje em dia a rede não podia ser tocada nem a bola agarrada.
Evolução de algumas Regras
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1900
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Bola na linha era considerada valida. Bola que tocasse
qualquer objecto exterior ao campo era considerada perdida.
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1912
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Introduzida a rotação.
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1916
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Abolido o conceito de «inning». O jogo passou a ser
prolongado até aos 15 pontos. Proibição dos jogadores tocarem na bola duas
vezes consecutivas.
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1918
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O número de jogadores de uma equipa foi fixado em seis.
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1922
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O número máximo de toques de bola foi limitado a três.
Aparecimento da linha central.
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1925
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Apareceu a obrigatoriedade da vantagem de dois pontos,
quando as equipas estavam em igualdade a 14 pontos.
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1938
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Aparecimento do bloco. Inicialmente a regra só permitia
ao jogador blocador um só contacto com a bola.
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1949
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Apareceu a regra que permitia a penetração do passador e
a possibilidade de atacar com três jogadores.
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1951
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Adopção da regra que permite passar as mãos por cima da
rede durante o bloco e no movimento terminal do remate.
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1957
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O tempo de repouso foi reduzido para 30 segundos.
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1959
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Estabeleceu-se a largura de 5 cm para as linhas do
campo.
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1964
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O jogador blocador pode passar as mãos para o campo
adversário (bloco ofensivo) e tocar a bola duas vezes sucessivas.
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1970
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Apareceram as varetas para delimitarem o espaço de jogo
e facilitar a acção dos árbitros.
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1976
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Foi adoptada a regra que permite três contactos com a
bola após o toque do bloco.
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1984
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Proibição de blocar a bola proveniente do serviço.
Autorização do duplo contacto na primeira acção de jogada.
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1988
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Introdução do 17º ponto como decisivo, em caso de
igualdade a 16 pontos. O 5Ç parcial passa a ser jogado em sistema de
pontuação contínua. Estabelecimento de três minutos de intervalo entre
todos os parciais.
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1992
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O toque de bola é legal até ao joelho. O jogador pode
tocar na rede desde que seja involuntário, ou seja quando não influência o
jogo e/ou quando e fora da jogada. No último parcial ( negra ) passa a ter
que existir uma diferenca de dois pontos, entre as equipas. O jogador passa
a ter 5 segundos para servir ( na 1ª tentativa ) e 3 segundos na segunda.
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1994
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O toque de bola a baixo do joelho passa a ser legal
desde que seja um gesto técnico de recurso e/ou na defesa. A zona de
serviço passa a ter a largura do campo. E permitida a defesa por cima desde
que a bola não seja transportada ou agarrada e desde que o contacto seja
apenas um batimento de bola.
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1996
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Passou a ser possível recuperar uma bola que tenha
passado o plano da rede para a zona livre contrária. Passa também a ser
permitido tocar o campo contrário com o(s) pé(s) ou a(s) mão(s), desde que
pelo menos uma parte d(s) pé(s) ou da(s) mão(s) estejam em contacto com a
linha central.
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1998
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O sistema de contagem é alterado para «ponto por jogada»
e os parciais passam a ser jogados até aos 25 pontos. Apenas o quinto
parcial continua a ser jogado até aos 15 pontos. Introdução do «jogador
líbero». Passa a haver apenas uma tentativa para o serviço.
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Regras Básicas
Aqui está um resumo para leigos. As regras são muito mais que este
condensado, mas pelo menos, para quem assiste, pode compreender melhor o que
se passa dentro do campo.
No final da página tem apontadores para a FPV onde pode ler as regras na
integra.
JOGO
O Voleibol é um jogo entre duas equipas com seis jogadores cada, cuja
finalidade é colocar a bola no chão do campo adversário através de
"toques".
Os jogadores começam o jogo em posições fixas, três juntos à rede, chamados
de atacantes, e três mais atrás mais próximos da linha final, chamados de
defensores. Uma equipa não pode dar mais de três "toques" na bola
até ela ser batida sobre a rede para o campo do adversário.
Um jogador não pode agarrar a bola, mesmo que brevemente, nem mesmo dar dois
toques seguidos. A bola pode ser tocada por qualquer parte do corpo, mesmo os
pés.
Constituem infrações, ganhando pontos a equipa adversária, se um jogador tocar
na rede ou enviar a bola para fora do campo de jogo.
Normalmente uma jogada típica é decomposta em três fases: serviço/recepção,
passe/ataque, bloco/defesa.
SERVIR
À acção de colocar a bola em jogo chama-se serviço. Cada vez que
uma equipa ganha o serviço todos os seis jogadores rodam uma posição no
sentido dos ponteiros do relógio, colocando-se na nova posição. Serve então o
jogador que está atrás no lado direito (zona 1). O serviço pode ser efectuado
batendo a bola "por baixo" ou "por cima", com a mão
aberta, punho cerrado ou braço, directamente para o campo do adversário. O
jogador pode servir de qualquer posição desde que esteja atrás da linha final
e no enfiamento do campo.
A equipa continua a servir enquanto estiver a ganhar pontos.
Se os jogadores não respeitarem a sua posição no momento do serviço, a equipa
incorre numa penalização, ganhando o adversário um ponto. Depois do batimento
da bola no serviço, os jogadores podem deslocar-se e ocupar qualquer posição
no seu próprio campo.

Áreas e
zonas do campo
PONTUAÇÃO
No novo sistema a equipa que ganha a
jogada soma um ponto. A equipa que alcançar primeiro 25 pontos, com uma
margem mínima de dois pontos da outra, vence a partida. Aquela que alcançar
primeiro três partidas ganhas, vence o jogo. Na eventualidade de se jogar uma
quinta partida esta é jogada até aos 15 pontos tendo também de haver uma
diferença mínima de dois pontos.
É considerado ponto sempre que uma equipa conseguir colocar a bola no campo
do adversário. Sempre que a bola tocar fora do campo de jogo, ganha um ponto
a equipa adversária à equipa que tocou na bola em último lugar.
LIBERO
Este jogador equipa com uma camisola de
côr diferente para ser mais facilmente distinguido. Não necessita de
autorização para entrar e apenas pode fazê-lo para a área defensiva. Não pode
servir, atacar ou rodar para a zona de ataque. É normalmente um especialista
na defesa.
SUBSTITUIÇÕES
Durante uma partida só são permitidas seis
substituições. Os jogadores só poderão entrar uma vez durante uma partida
substituindo um jogador inicial e só podendo ser substituídos pelo mesmo.
Apenas o libero não está sujeito a estas restrições.
OUTRAS REGRAS
- Apenas podem blocar os jogadores
da área de ataque.
- Um jogador da área de defesa não pode atacar à frente da linha dos
três metros. Terá de o fazer a partir da área de defesa podendo no entanto,
depois do contacto com a bola, invadir a zona de ataque.
- A bola ao bater no bloco não conta como toque.
- Durante o serviço a bola não pode tocar outro jogador da mesma
equipa.
- Cada equipa tem direito a dois descontos de tempo por partida de 30
segundos.
- O capitão da equipa é identificado por meio de uma tira com 8 cm x 2
cm de cor diferente da camisola, colocada por baixo do número, no seu peito.
- Um jogador não pode invadir o campo adversário.
- É permitido tocar o campo contrário com o(s) pé(s) ou mão(s), desde
que, pelo menos uma parte do pé(s) ou mão(s) esteja(m) em contacto ou sobre a
linha central.
CAMPO
Um campo de Voleibol tem 18 metros de
comprido por 9 de largo. É divido em duas partes iguais por uma rede a uma
altura consoante a categoria das equipas. A três metros da rede existe uma
linha, que se prolonga em tracejado para fora do campo, e que demarca a zona
de ataque da zona defensiva.

As
dimensões do campo
REDE
A rede mede 1 m de largura e 9,5 m de
comprimento. É feita de fio preto com malha quadrada de 10 cm de lado. Ao
longo da parte superior da rede está cosida uma banda horizontal de tela
branca, dobrada 5 cm para cada um dos lados. A rede é firmemente esticada por
cordas a dois postes. Próximo das extremidades e alinhadas com a linha
lateral, estão colocadas umas varetas que delimitam o espaço por onde a bola
deve passar.
A rede é colocada à altura de 2,43 m nas competições masculinas e 2,24 m nas
competições femininas. Nos escalões inferiores a juniores a rede tem a altura
de 2,35 e 2,20 para os juvenis e 2,24 e 2,15 para os iniciados,
respetivamente masculinos e femininos.

Bola
Oficial Mikasa
(modelo CVL !)
BOLA
A bola é esférica e deve ter um diametro
entre 65 e 67 cm podendo pesar entre 260 e 280 gramas. O material deverá ser
de couro flexível, natural ou sintético, com uma câmara de borracha ou material
similar no seu interior. A côr deverá ser clara e facilmente visível.

Diversas
Bolas Oficiais
GLOSSÁRIO
Amortie - bola subtilmente colocada
no campo adversário.
Area de Ataque - zona compreendida entre a rede e a linha dos três
metros (zonas 2,3,4).
Area de Defesa - zona compreendida entre a linha dos três metros e a
linha final (zonas 5,6,1).
Avião - remate que passa alto e muito longe do campo.
Bloco - interposição à tragetória da bola com as mãos sobre a rede.
Bola Morta - bola inofensiva vinda do campo adversário.
Chinesinha - acção em que o jogador só tem tempo de colocar sua mão
entre o chão e a bola evitando que esta toque no campo.
Distribuidor - jogador que está encarregue de passar a bola para o
atacante.
Entrada - zona 4 ou zona do lado esquerdo junto à rede.
Fooraaa! - berro dos treinadores avisando delicadamente os jogadores
que a bola vai nitidamente para fora do campo e que não devem tocar nela!
Manchete - toque na bola com as duas mãos juntas e braços estendidos.
Meio - zona 3 ou o meio junto à rede.
Passador - o mesmo que Distribuidor.
Remate de 2ª Linha - remate de um jogador que está na zona defensiva
efectuado atrás da linha dos três metros.
Saída - zona 2 ou o lado direito junto à rede.
Set - uma das 5 partidas de um jogo.
Tira! - grito deseperado do Diogo às jogadoras para irem à bola e que
nada está perdido. Às vezes ...
Vamos! - incentivo típico do Diogo para cair em cima do adversário!
Zona x - de 1 a 6. A zona 1 corresponde ao lado direito
na área defensiva e é o jogador dessa zona que serve. As zonas seguintes
correspondem às zonas ocupadas pelos jogadores que se seguirão no serviço.
Ver figura.
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